Os subgêneros da ficção científica – Parte 3

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                Ficção científica tem como um de seus temas principais a ciência, seja através da literatura (conto, novela, romance, etc), do cinema, da HQ etc. Porém, a ficção científica não abrange somente a ciência prática, mas a filosofia da ciência, a fantasia e vários outros campos do conhecimento humano.

11 – História alternativa

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                       Ou Ucronia é um subgênero da ficção científica, cuja trama transcorre num mundo no qual a história possui um ponto de divergência da história como nós a conhecemos. A literatura de história alternativa faz a seguinte pergunta: “o que aconteceria se a história tivesse transcorrido de maneira diferente?” A maioria das obras do gênero são baseadas em eventos históricos reais, ainda que aspectos sociais, geopolíticos e tecnológicos tenham se desenvolvido diferentemente. Embora em algum grau toda a ficção possa ser descrita como “história alternativa”, um representante apropriado do subgênero contém ficção na qual um ponto de divergência ocorre no passado, fazendo com que a sociedade humana se desenvolva de maneira distinta da nossa.

               Desde os anos 1950, este tipo de ficção fundiu-se em grande parte com os tropos da ficção científica envolvendo entrecruzamento de períodos históricos, tempo paralelo, viagens entre histórias/universos alternativos ou viagens rotineiras “para cima” e “para baixo” no tempo resultando na partição da história em duas ou mais linhas temporais. Cruzamento de épocas, partição do tempo e temas da história alternativa se tornaram tão entrelaçados que é impossível discuti-los separados uns dos outros. O livro de 1962 “O Homem do Castelo Alto” de Philip K. Dick, em que os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial é um dos exemplos mais famosos de história alternativa, tendo marcado profundamente este gênero.

12 – Pós-cyberpunk

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               Descreve um subgênero da literatura de ficção científica que se supõe que há emergido desde o movimento cyberpunk. Como seu predecessor, o pós-cyberpunk se centra em avanços tecnológicos em sociedades dum futuro próximo, geralmente examinando os efeitos sociais das telecomunicações globais, a engenharia genética ou a nanotecnologia. Mas a diferença do cyberpunk “clássico”, as obras desta categoria se caracterizam por ter personagens que atuam pra melhorar as condições sociais, ou ao menos para proteger o status da crescente decadência.

* O cyberpunk geralmente trata com individualistas solitários e alienados dentro de uma distopia. O pós-cyberpunk pelo contrário tende a tratar com personagens mais envolvidos em sua sociedade, que atuam pra defender uma ordem social estabelecida ou pra criar uma sociedade melhor.

* Uma descrição mais realista dos PCs, como por exemplo, substituir a realidade virtual por algum tipo de rede baseada em Internet com um sistema de vídeo/voz (ou talvez holográfico) avançado.

* Uma substituição da ênfase nos implantes metálicos pela biotecnologia.

13 – Retrofuturismo

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                    É uma tendência em artes de criação FC, em demonstrar a influência de representações do futuro produzidas antes de 1990. Caracterizada por uma mistura de estilos “retrô” à moda antiga com tecnologia futurística, o retrofuturismo explora temas de tensão entre o passado e o futuro, e entre os efeitos de alienação e fortalecimento advindos da tecnologia. A princípio refletido em criações artísticas e tecnologias modificadas que pretendem transformar em realidade os artefatos imaginados em uma realidade paralela, o retrofuturismo se manifestou também nos mundos da moda, arquitetura, literatura e cinema.

O retrofuturismo incorpora duas tendências sobrepostas que podem ser resumidas como “o futuro visto a partir do passado” ou “o passado visto a partir do futuro”.

                          A primeira tendência – correspondendo ao retrofuturismo propriamente dito – é diretamente inspirada pelo futuro imaginado que existia nas mentes dos escritores, artistas e cineastas no período anterior a 1960, os quais tentavam prever o futuro, quer através de projeções da tecnologia existente (ex.: em revistas científicas) quer em romances e contos de ficção científica. Essas visões futuristas são remodeladas a atualizadas para o presente, oferecendo uma visão nostálgica e não factual do que o futuro poderia ter sido, mas que não é.

                        A segunda tendência é o inverso da primeira: o retro futurístico. Começa com a atração retro pelos velhos estilos de arte, vestuário, usos e costumes, enxertando-lhes tecnologias modernas ou futuristas e criando uma mistura de elementos do passado, do presente e do futuro. O Steampunk – termo que se refere tanto à retroprojeção de tecnologia futurista a uma era vitoriana alternativa como à aplicação de estilos neo-vitorianos à tecnologia moderna – é uma versão bem sucedida desta segunda tendência.

14 – Romance Planetário

                alien_planets_r                         É um tipo de história de Ficção científica Soft ou fantasia científica na qual o grosso da ação consiste em aventuras em um ou mais planetas exóticos, caracterizados por cenários físicos e culturais distintos. Alguns romances planetários transcorrem em uma sociedade futura onde viagens entre mundos via espaçonave são corriqueiras; outros, particularmente os primeiros exemplos do gênero, não o fazem, invocando tapetes voadores, projeções astrais e outros métodos implausíveis de viajar entre planetas. Em qualquer dos casos, são as aventuras planetárias o foco da história, não o método de viagem.

                      Como o nome do gênero sugere, o romance planetário é uma extensão dos “pulps” e romances de aventura de fins do século XIX e início do século XX numa montagem planetária. Os romances “pulp” (de escritores como Henry Rider Haggard e Talbot Mundy) apresentam personagens destemidos em cenários exóticos e “mundos perdidos” tais como a América do Sul, África, Oriente Médio e Extremo; uma variante ocorria em países reais ou fictícios de tempos antigos e medievais, e eventualmente contribuíram para o moderno gênero da fantasia (literatura).

                           No romance planetário, as transformações da “space opera” são aplicadas ao gênero de romance “pulp”: o bravo aventureiro torna-se um viajante espacial, freqüentemente da Terra, simbolizada pela Europa e Estados Unidos modernos (entendidos como centros de tecnologia e colonialismo). Outros planetas (freqüentemente, nas primeiras histórias do gênero, Marte e Vênus) substituindo Ásia e África como locais exóticos; onde tribos hostis de alienígenas e suas decadentes monarquias substituem os estereótipos ocidentais de “raças selvagens” e “despotismo oriental”. Enquanto o romance planetário tem sido usado como um modo de expressar uma vasta variedade de idéias políticas e filosóficas, um assunto permanente é o do encontro de civilizações mutuamente alienígenas, suas dificuldades de comunicação e os resultados freqüentemente desastrosos que se seguem.

15 – Space ópera

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                     É um subgênero da ficção especulativa ou ficção científica que enfatiza a aventura romântica, cenários exóticos e personagens épicos.

                        Uma “space opera” geralmente se situa no espaço exterior ou num planeta distante. Em muitos casos, para manter a história num passo acelerado, uma espaçonave pode voar distâncias quase ilimitadas num curto espaço de tempo e pode mudar de rumo com imensa facilidade, sem a tediosa necessidade da desaceleração. Os planetas geralmente possuem atmosferas similares à da Terra (a Lua da Terra é uma exceção) e formas de vida exóticas. Os alienígenas geralmente falam inglês, algumas vezes com sotaque. As máquinas em “space operas” freqüentemente incluem (além das espaçonaves), armas de raios, robôs e carros voadores.

                     O plano de fundo de uma “space opera” pode variar consideravelmente em plausibilidade científica. A maioria das “space operas” violam convenientemente as leis conhecidas da Física postulando algum tipo de viagem-mais-rápida-que-a-luz. Muitas “space operas” divergem ainda mais da realidade física conhecida, e não raramente invocam forças paranormais, ou vastos poderes capazes de destruir planetas, estrelas e galáxias inteiras.

                       A profundidade do desenvolvimento de personagens e as descrições podem também variar nas “space operas”. Lois McMaster Bujold e Iain M. Banks escrevem “space operas” com um grande quinhão de interesse humano.

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